“– Só sei que nós nos amamos muito…
– Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
– Não, eu falei no passado!
– Curioso né? É a mesma conjugação.
– Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
(…)
– E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações…
– Pensar assim me assusta.
– Por que? Você acha isso ruim?
– É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais…
– Você usou o verbo ‘doer’ ou ‘doar’?
(Pausa)
– Pois é, também dá no mesmo…”
Caio Fernando Abreu
sábado, 4 de junho de 2011
Eu devia ter imaginado muito antes das consequencias chegarem, que esse negócio de amar não é comigo, podia até ser se não fosse tão dolorido, mais caramba, meu peito é fraco, não resisti a uma imperfeição do amor e não busca sequer sua fórmula incógnita. Só que isto também pode ser somente uma fase, daquelas que vão junto com o vento.
Gleisse Keli Horn
sexta-feira, 3 de junho de 2011
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